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Ovodoação: Passo a Passo na FIV

Ovodoação: Como Funciona o Processo Passo a Passo na Fertilização In Vitro

A ovodoação, uma das etapas mais sensíveis e transformadoras da Fertilização in Vitro (FIV). O objetivo é esclarecer, com base científica e linguagem acessível, como ocorre o processo de doação e recepção de óvulos, quem pode participar e quais são as etapas médicas e emocionais envolvidas.

É um tratamento que une tecnologia, ciência e solidariedade. Por meio dele, uma mulher doa seus óvulos para que outra a receptora possa gerar uma gestação. É uma alternativa segura e eficaz para quem tem baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, histórico de tratamentos sem sucesso com óvulos próprios ou condições genéticas que impedem o uso dos próprios gametas.

O que é a ovodoação e quando ela é indicada

A ovodoação é uma técnica de reprodução assistida heteróloga, ou seja, em que gametas de uma terceira pessoa são utilizados para a formação do embrião. Nesse caso, o material genético feminino vem da doadora de óvulos, e o espermatozoide é do parceiro, de um doador ou de banco de sêmen, conforme o caso.

O procedimento é indicado principalmente para:

  • Mulheres com baixa reserva ovariana ou menopausa precoce.

  • Pacientes que já passaram por falhas repetidas em FIV.

  • Pessoas com doenças genéticas que possam ser transmitidas aos filhos.

  • Mulheres em idade avançada para reprodução, geralmente acima dos 40 anos.

  • Casais homoafetivos femininos ou pessoas solteiras que desejam gestar com auxílio da medicina reprodutiva.

Legislação e aspectos éticos da ovodoação

No Brasil, a ovodoação é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que define critérios éticos e técnicos para o procedimento. De acordo com as resoluções vigentes, o processo deve respeitar o anonimato entre doadora e receptora, garantindo sigilo e segurança a ambas as partes.

As clínicas especializadas, seguem rigorosamente essas diretrizes, com protocolos éticos, consentimento informado e equipe multidisciplinar que acompanha todas as etapas, incluindo o suporte psicológico.

Quem pode doar óvulos

A doação de óvulos é um ato voluntário e solidário, realizado por mulheres jovens e saudáveis, geralmente entre 18 e 35 anos, que passam por uma triagem rigorosa. Essa triagem inclui:

  • Avaliação clínica e ginecológica detalhada.

  • Exames hormonais e genéticos quando indicados.

  • Sorologias completas (HIV, sífilis, hepatites, entre outras).

  • Avaliação psicológica e assinatura de termo de consentimento.

A segurança da doadora é prioridade. Todo o acompanhamento é realizado com supervisão médica constante e protocolos atualizados, baseados em diretrizes nacionais e internacionais de reprodução humana.

Etapas do processo de ovodoação

1. Seleção e preparo da doadora

Após a aprovação na triagem, a doadora inicia o tratamento de estimulação ovariana controlada, em que são aplicadas medicações hormonais para amadurecer múltiplos óvulos. Durante esse período, ela realiza ultrassonografias e exames de sangue para monitorar o crescimento dos folículos.

2. Coleta dos óvulos

Quando os folículos atingem o tamanho ideal, realiza-se a punção folicular, um procedimento rápido e indolor feito sob sedação leve. Os óvulos maduros são coletados, analisados e podem ser utilizados frescos ou congelados (vitrificados) para uso posterior.

3. Fertilização e cultivo embrionário

Os óvulos são fertilizados em laboratório com o sêmen do parceiro ou doador. Após a fecundação, os embriões são cultivados por alguns dias, até atingirem o estágio ideal para transferência ao útero da receptora.

4. Preparo da receptora

Enquanto a doadora realiza a estimulação ovariana, a receptora passa por um preparo endometrial, com uso de hormônios que simulam o ciclo natural e tornam o útero receptivo ao embrião. Esse acompanhamento é feito com ultrassons seriados, garantindo o momento ideal para a transferência.

5. Transferência embrionária e teste de gravidez

A transferência embrionária é um procedimento simples e indolor. Após cerca de 10 a 14 dias, é realizado o teste de gravidez. Se positivo, inicia-se o acompanhamento obstétrico, com orientações individualizadas para o primeiro trimestre.

Sucesso e taxas de gestação

As taxas de sucesso com óvulos doados são significativamente mais altas do que em tratamentos com óvulos próprios de pacientes com idade reprodutiva avançada. De modo geral, as chances de gestação podem variar entre 55% e 65% por transferência, dependendo da idade da doadora e da qualidade embrionária.

Esses resultados reforçam a importância da seleção criteriosa das doadoras e da sincronia entre laboratório e equipe médica. Cada caso, no entanto, é único, e o tratamento deve sempre ser personalizado.

Questões emocionais e o papel do suporte psicológico

A ovodoação envolve não apenas aspectos biológicos, mas também questões emocionais e éticas. Para muitas pacientes, aceitar a necessidade de óvulos doados pode exigir um processo de amadurecimento e acolhimento emocional.

Por isso, o suporte psicológico é fundamental tanto para doadoras quanto para receptoras. É um espaço de diálogo, escuta e compreensão, onde dúvidas e sentimentos podem ser acolhidos com respeito.

Ovodoação compartilhada e modalidades de tratamento

Em alguns casos, é possível realizar a ovodoação compartilhada, modalidade em que parte dos óvulos de uma paciente em tratamento é doada a outra. Essa opção torna o processo mais acessível financeiramente e mantém o mesmo rigor técnico e ético.

A escolha entre ovodoação anônima, compartilhada ou dirigida depende de avaliação médica, perfil da paciente e regulamentações aplicáveis.

Ovodoação à distância e telemedicina

Pacientes que moram fora de São Paulo ou até mesmo em outros países podem realizar o tratamento de forma segura por meio da telemedicina. Nas primeiras etapas consultas, revisão de exames e planejamento do ciclo é possível fazer todo o acompanhamento online. Apenas a coleta dos óvulos e a transferência embrionária requerem presença física na clínica.

Considerações sobre segurança e bem-estar

Tanto doadoras quanto receptoras passam por acompanhamento rigoroso para reduzir riscos e garantir segurança. O procedimento de coleta é minimamente invasivo, e o preparo endometrial é monitorado cuidadosamente.

O tratamento deve ser conduzido com ética, ciência e empatia, respeitando o tempo e a história de cada paciente.

Uma jornada de solidariedade e esperança

A ovodoação é um gesto de generosidade e um símbolo de esperança. Por meio dela, muitas mulheres e casais têm a oportunidade de realizar o sonho da maternidade e da paternidade. A cada ciclo, histórias de amor e superação se renovam dentro das clínicas de reprodução humana.

Atendimento com a Dra. Ludmila Bercaire

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista e especialista em fertilidade, com mais de uma década de experiência em Reprodução Humana. Atua como sócia fundadora e responsável técnica da Begin Clinic, em São Paulo – SP, e oferece atendimento presencial e por telemedicina para pacientes de todo o Brasil e do exterior.

Fluente em inglês e francês, a Dra. Ludmila é reconhecida pela combinação entre excelência científica e acolhimento humano. Seu atendimento respeita a individualidade de cada paciente, valorizando decisões compartilhadas e planos terapêuticos personalizados.



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

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