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FIV com Óvulos Congelados: Chances de Sucesso

Fertilização in vitro com ovócitos congelados: quais as chances de sucesso?

Como funciona a fertilização in vitro com ovócitos congelados, técnica cada vez mais utilizada por pessoas e casais que decidiram preservar a fertilidade ou que receberam óvulos previamente vitrificados. Com base científica e linguagem acessível, ela detalha o processo, os fatores que influenciam os resultados e como é conduzido o tratamento de forma ética, segura e personalizada.

O que é a fertilização in vitro com óvulos congelados

A fertilização in vitro (FIV) com óvulos congelados é um procedimento em que os gametas femininos, previamente armazenados por vitrificação, são descongelados, fertilizados em laboratório e depois transferidos para o útero. Essa possibilidade transformou o campo da reprodução assistida, permitindo que mulheres preservem seus óvulos em fases mais jovens da vida seja por planejamento pessoal, tratamentos médicos que possam afetar a fertilidade ou como parte de programas de ovodoação.

A grande vantagem é que o óvulo congelado mantém a idade biológica do momento em que foi armazenado. Assim, mesmo que a paciente esteja mais velha no momento de utilizá-lo, o potencial reprodutivo do óvulo é o mesmo da época em que foi congelado.

Vitrificação: a tecnologia que revolucionou o congelamento de óvulos

Durante muitos anos, os resultados com óvulos congelados eram limitados. Isso mudou com a chegada da vitrificação, técnica ultrarrápida de congelamento que impede a formação de cristais de gelo e mantém as estruturas celulares preservadas.

Atualmente, a vitrificação é considerada o padrão-ouro em reprodução assistida, pois oferece elevadas taxas de sobrevivência após o descongelamento e excelentes resultados em laboratório. Esse avanço permitiu que milhares de mulheres ao redor do mundo realizassem o sonho da gestação utilizando seus próprios óvulos, mesmo após anos de preservação.

Quando a FIV com ovócitos congelados é indicada

Existem diferentes contextos em que a fertilização in vitro com óvulos congelados pode ser indicada:

  • Pacientes que congelaram seus óvulos para preservar a fertilidade, seja por razões pessoais ou médicas.

  • Pessoas que passaram por tratamento oncológico, quimioterapia ou cirurgia que afetou a reserva ovariana.

  • Casais homoafetivos femininos ou pessoas solteiras que utilizarão óvulos doados.

  • Pacientes que recorrerão à ovodoação, utilizando óvulos vitrificados de uma doadora previamente selecionada.

Em todos os casos, o objetivo é o mesmo: alcançar uma gestação segura, respeitando o tempo, a história e o desejo reprodutivo de cada paciente.

Como ocorre o processo passo a passo

1. Descongelamento dos ovócitos

Os óvulos são cuidadosamente descongelados por embriologistas em laboratório especializado. Essa etapa exige precisão técnica, pois cada detalhe influencia a integridade celular e o sucesso da fertilização.

2. Fertilização e cultivo embrionário

Após o descongelamento, os óvulos são fertilizados com o espermatozoide do parceiro ou de um doador, geralmente pelo método ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). Os embriões resultantes são cultivados em condições controladas até atingirem o estágio ideal para transferência.

3. Preparo do endométrio

Enquanto isso, o útero da paciente é preparado para receber o embrião. Esse preparo pode ocorrer em ciclo natural ou com uso de hormônios, sempre acompanhado por ultrassonografias seriadas que avaliam a espessura e a receptividade endometrial.

4. Transferência embrionária

A transferência é um procedimento simples e indolor, realizado em ambiente ambulatorial. Após o procedimento, recomenda-se repouso leve e acompanhamento médico contínuo.

5. Teste de gravidez e acompanhamento

Cerca de duas semanas após a transferência, é feito o teste de gravidez. Se confirmado o resultado positivo, inicia-se o seguimento gestacional com suporte da equipe médica e emocional da paciente.

O que influencia as chances de sucesso

As chances de sucesso da FIV com óvulos congelados dependem de múltiplos fatorese não apenas da técnica. Entre os principais estão:

  • Idade no momento do congelamento: quanto mais jovem o óvulo, melhor sua qualidade e potencial reprodutivo.

  • Número de óvulos disponíveis: uma quantidade adequada aumenta as chances de formação de embriões viáveis.

  • Qualidade do sêmen e técnica laboratorial: fatores que interferem diretamente na fertilização e desenvolvimento embrionário.

  • Saúde do útero e preparo endometrial: o embrião precisa encontrar um ambiente ideal para implantação.

  • Experiência da equipe médica: a coordenação entre ginecologista e embriologista é fundamental para bons resultados.

De forma geral, quando o congelamento é realizado em idade reprodutiva favorável e o laboratório segue protocolos de alta qualidade, as chances de gestação são excelentes, próximas às obtidas com óvulos frescos.

Preservação da fertilidade: planejamento com liberdade e segurança

O congelamento de óvulos é uma das maiores conquistas da medicina reprodutiva moderna. Ele permite que a pessoa preserve a fertilidade para um momento mais adequado da vida, sem depender exclusivamente do tempo biológico.

Muitas mulheres recorrem à vitrificação por desejo de planejar a maternidade com autonomia, sem pressa e com segurança. Outras, por condições médicas, encontram nessa técnica uma forma de manter o sonho da gestação mesmo após tratamentos potencialmente danosos à função ovariana.

Independentemente do motivo, o mais importante é que a decisão seja informada e orientada por um especialista em reprodução humana, com base em exames de reserva ovariana e avaliação clínica personalizada.

Ovócitos doados: quando o tratamento utiliza óvulos vitrificados de doadoras

Em alguns casos, a fertilização é feita com óvulos vitrificados de doadoras, armazenados em bancos de óvulos. Essa modalidade é comum em pacientes que não possuem óvulos próprios viáveis. Os óvulos doados passam por seleção rigorosa exames genéticos, sorológicos e avaliação psicológica garantindo segurança e qualidade.

Os resultados costumam ser muito positivos, já que os óvulos vêm de mulheres jovens e saudáveis. Além disso, todo o processo é conduzido sob anonimato e sigilo, conforme determinação do Conselho Federal de Medicina.

Aspectos emocionais e suporte durante o tratamento

O processo de FIV pode despertar diferentes emoções: esperança, ansiedade, expectativa. Acompanhar cada etapa, desde o descongelamento até o resultado final, exige suporte emocional adequado.

A equipe da Dra. Ludmila valoriza o acolhimento psicológico, oferecendo acompanhamento próximo e escuta ativa para que cada paciente se sinta segura e compreendida em todas as fases do tratamento.

Telemedicina e atendimento à distância

Com os avanços tecnológicos, é possível iniciar e conduzir grande parte do tratamento de reprodução assistida à distância. Consultas por telemedicina permitem que pacientes de outras cidades ou países recebam acompanhamento contínuo, orientações sobre exames e preparo prévio.

Procure um especialista

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista e especialista em fertilidade, com ampla experiência em Reprodução Humana Assistida. Atua presencialmente em São Paulo – SP e também realiza consultas por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior.

Fluente em inglês e francês, é reconhecida pela combinação de raciocínio científico, precisão técnica e acolhimento humano. Se você congelou seus óvulos ou deseja entender melhor suas possibilidades de gestação, agende uma consulta e receba uma avaliação personalizada, com orientação clara, empática e baseada nas mais recentes evidências científicas.



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

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