Trombofilias e Infertilidade: Existe Relação Comprovada?
Trombofilias e infertilidade: há relação comprovada?
A Dra. Ludmila Bercaire vai explicar um tema que gera muitas dúvidas e, frequentemente, angústia entre mulheres e casais que enfrentam dificuldades para engravidar: a possível relação entre trombofilias e infertilidade. Trata-se de um assunto amplamente discutido na internet, mas que exige cuidado, ciência e interpretação individualizada para evitar diagnósticos excessivos e tratamentos desnecessários.
A busca por termos como trombofilia e dificuldade para engravidar, trombofilia causa infertilidade e trombofilia e reprodução humana reflete o desejo legítimo de entender se alterações na coagulação do sangue podem interferir na fertilidade e nos tratamentos reprodutivos.
O que são trombofilias?
As trombofilias são condições caracterizadas por uma maior tendência do sangue à coagulação. Elas podem ser hereditárias, quando estão relacionadas a alterações genéticas, ou adquiridas, como ocorre na síndrome antifosfolípide. Muitas pessoas convivem com trombofilias sem nunca apresentar sintomas, e só descobrem a condição após exames específicos.
Na ginecologia e na medicina reprodutiva, as trombofilias costumam ser associadas principalmente a complicações gestacionais, como trombose, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal e perdas gestacionais recorrentes. No entanto, quando o assunto é infertilidade, a relação precisa ser analisada com mais cautela.
Trombofilias causam infertilidade?
Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório. De acordo com as melhores evidências científicas atuais, não há comprovação consistente de que trombofilias, por si só, causem infertilidade. Ou seja, não existe uma relação direta estabelecida entre trombofilia e dificuldade para engravidar espontaneamente.
A infertilidade é definida como a dificuldade de engravidar após um período de tentativas, geralmente relacionada a fatores como idade da mulher, qualidade dos óvulos, alterações hormonais, problemas tubários, endometriose, fatores masculinos ou causas uterinas. As trombofilias hereditárias, na maioria dos casos, não interferem na ovulação, na fecundação ou na formação inicial do embrião.
Onde surge a confusão entre trombofilia e infertilidade?
A confusão acontece porque algumas mulheres com trombofilias também apresentam histórico de perdas gestacionais de repetição, falhas de implantação embrionária ou complicações em tratamentos como a fertilização in vitro (FIV). Nesses casos, a trombofilia pode estar associada a problemas na circulação placentária após a implantação, e não necessariamente à infertilidade em si.
Por isso, muitos conteúdos acabam misturando conceitos diferentes, levando pacientes a acreditarem que a trombofilia impede a gravidez, quando, na realidade, o impacto pode estar mais relacionado à manutenção da gestação em situações muito específicas.
Trombofilias e falha de implantação embrionária
Um dos pontos mais estudados é a possível relação entre trombofilia e falha de implantação embrionária, especialmente em ciclos de reprodução assistida. Ainda assim, os estudos mostram resultados conflitantes, e não existe consenso científico para afirmar que trombofilias hereditárias sejam causa direta de falhas repetidas de implantação.
A implantação embrionária é um processo complexo, que depende da qualidade do embrião, da receptividade do endométrio, do equilíbrio hormonal e de fatores imunológicos. Atribuir a falha exclusivamente à trombofilia, sem uma investigação ampla, pode atrasar o diagnóstico correto e gerar ansiedade desnecessária.
Quando investigar trombofilias no contexto da infertilidade?
A investigação de trombofilias na infertilidade não deve ser feita de forma indiscriminada. As diretrizes atuais recomendam que esses exames sejam solicitados apenas em situações específicas, como histórico de perdas gestacionais recorrentes, trombose prévia, complicações obstétricas graves ou diagnóstico de síndrome antifosfolípide.
Solicitar exames de trombofilia sem indicação clara pode levar a diagnósticos que não mudam a conduta e, muitas vezes, ao uso de medicações sem benefício comprovado, como anticoagulantes durante tentativas de gravidez ou tratamentos de fertilidade.
Trombofilias e tratamentos de reprodução assistida
Nos tratamentos de reprodução humana, como a fertilização in vitro, o foco deve ser sempre individualizado. Em pacientes com diagnóstico confirmado de trombofilia e histórico compatível, o acompanhamento é feito de forma integrada, avaliando os riscos e benefícios de cada intervenção.
Nem toda paciente com trombofilia precisa de tratamento específico durante a tentativa de engravidar, e que decisões devem ser baseadas em evidências científicas atualizadas, evitando excessos que podem trazer mais riscos do que benefícios.
A importância de uma avaliação criteriosa e personalizada
A relação entre trombofilias e infertilidade é um excelente exemplo de como a medicina reprodutiva precisa ser feita com critério, individualização e ética. Cada paciente deve ser avaliada dentro do seu contexto clínico, histórico reprodutivo e exames prévios, sem generalizações.
A Dra. Ludmila trabalha com o conceito de medicina reprodutiva baseada em evidências, explicando de forma clara o que a ciência já comprovou, o que ainda está em estudo e o que não tem respaldo científico, sempre respeitando as angústias e expectativas de quem busca ajuda.
Agende sua avaliação com especialista em fertilidade
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista especialista em fertilidade, com ampla experiência no diagnóstico e tratamento da infertilidade, investigação de falhas reprodutivas e acompanhamento de pacientes com condições clínicas associadas, como as trombofilias. Realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e atendimento por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. É fluente em inglês e francês, oferecendo um cuidado técnico, ético e acolhedor.
Se você tem dúvidas sobre trombofilia e dificuldade para engravidar, histórico de perdas gestacionais ou já passou por tentativas frustradas de tratamento, agende uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire. Uma avaliação especializada e individualizada é fundamental para esclarecer diagnósticos, evitar tratamentos desnecessários e conduzir sua jornada reprodutiva com segurança e confiança.
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
Para agendar uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire, entre em contato através do nosso WhatsApp.
Comentários0
Seja o primeiro a comentar!
Pergunte para a Dra. Ludmila