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O Papel do Útero na Fertilização In Vitro

O papel do útero na fertilização in vitro: espessura endometrial e receptividade

A Dra. Ludmila Bercaire vai explicar um dos aspectos mais importantes, e muitas vezes subestimados, da fertilização in vitro (FIV): o papel do útero, especialmente no que diz respeito à espessura endometrial e à receptividade endometrial. Mesmo quando os óvulos e embriões apresentam boa qualidade, o sucesso do tratamento depende diretamente da capacidade do útero de receber e sustentar a implantação embrionária.

É comum que mulheres em tratamento pesquisem termos como endométrio fino, espessura ideal do endométrio, falha de implantação embrionária e receptividade uterina na FIV, refletindo a preocupação legítima com essa etapa tão delicada do processo reprodutivo.

O que é o endométrio e por que ele é tão importante?

O endométrio é o tecido que reveste internamente o útero e que se prepara todos os meses para receber um embrião. Durante um ciclo natural ou um ciclo de reprodução assistida, esse tecido sofre alterações hormonais que o tornam mais espesso, vascularizado e biologicamente receptivo.

Na fertilização in vitro, após a formação do embrião em laboratório, é o endométrio que precisa estar em condições ideais para permitir a implantação. A implantação embrionária não depende apenas do “tamanho” do endométrio, mas de uma combinação entre espessura adequada, boa irrigação sanguínea e um ambiente hormonal equilibrado.

Espessura endometrial: existe um valor ideal?

A espessura endometrial é um dos parâmetros mais avaliados durante os ciclos de FIV. De forma geral, considera-se que um endométrio com cerca de 7 a 8 milímetros ou mais, no momento da transferência embrionária, está associado a melhores taxas de implantação. No entanto, esse número não deve ser interpretado de forma isolada.

Existem mulheres que engravidam com espessuras um pouco menores, enquanto outras, mesmo com endométrio espesso, podem apresentar dificuldade de implantação. Por isso, a pergunta não deve ser apenas “qual a espessura do endométrio?”, mas sim “esse endométrio está funcionalmente receptivo?”.

Termos como endométrio fino na fertilização in vitro e endométrio não cresce são frequentes nas buscas e refletem uma angústia comum. Nessas situações, é fundamental investigar as causas com critério, evitando conclusões precipitadas.

Receptividade endometrial: mais do que espessura

A receptividade endometrial se refere à capacidade do endométrio de permitir que o embrião se implante e inicie uma gestação. Esse processo ocorre em uma janela de tempo específica, chamada de janela de implantação, que pode variar de mulher para mulher.

Mesmo com uma espessura considerada adequada, o endométrio pode não estar sincronizado com o estágio de desenvolvimento do embrião. Alterações hormonais, inflamações, histórico de cirurgias uterinas, infecções prévias ou condições como adenomiose e endometriose podem interferir nesse equilíbrio.

A avaliação da receptividade endometrial deve ser individualizada, especialmente em casos de falha de implantação repetida, sempre baseada em evidências científicas e evitando exames ou intervenções sem indicação clara.

Quando o útero pode dificultar o sucesso da FIV?

Algumas condições uterinas podem impactar negativamente os resultados da fertilização in vitro. Alterações anatômicas, como pólipos endometriais, miomas que distorcem a cavidade, sinéquias uterinas ou inflamações crônicas do endométrio, podem comprometer a implantação embrionária.

Além disso, um endométrio persistentemente fino pode estar relacionado a cirurgias uterinas prévias, infecções antigas ou resposta inadequada aos hormônios. Nesses casos, a investigação cuidadosa permite definir a melhor estratégia antes de prosseguir com a transferência embrionária.

Avaliação uterina antes da transferência embrionária

Antes da transferência, é realizada uma avaliação completa do útero, que pode incluir ultrassonografia transvaginal, histeroscopia diagnóstica e análise detalhada do histórico reprodutivo da paciente. O objetivo é garantir que o ambiente uterino esteja o mais favorável possível.

A medicina reprodutiva moderna valoriza cada etapa do tratamento, entendendo que a qualidade embrionária e a receptividade uterina são igualmente importantes para o sucesso da FIV.

A importância do acompanhamento com especialista em fertilidade

A fertilização in vitro não é apenas um procedimento técnico, mas um processo que exige interpretação cuidadosa de exames, escuta atenta e decisões individualizadas. O papel do útero na FIV ilustra bem como detalhes fazem diferença e como as generalizações podem levar a frustrações.

Agende sua avaliação com especialista em fertilização in vitro

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista especialista em fertilidade, com ampla experiência em fertilização in vitro, avaliação da espessura endometrial, receptividade uterina e investigação de falhas de implantação embrionária. Realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e atendimento por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. É fluente em inglês e francês, oferecendo um cuidado técnico, ético e profundamente acolhedor.

Se você já passou por tentativas de FIV sem sucesso, tem dúvidas sobre seu endométrio ou deseja uma avaliação completa antes de iniciar o tratamento, agende uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire. Um acompanhamento especializado é fundamental para identificar fatores uterinos, direcionar o tratamento correto e aumentar as chances de uma gestação saudável.



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

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