Teste Genético Pré-Implantacional (PGT-A): Quem Deve Fazer
Teste Genético Pré-Implantacional (PGT-A): Quem Deve Fazer e Quando Indicar
O teste genético pré-implantacional (PGT-A) é um dos avanços mais importantes da fertilização in vitro. O exame permite avaliar a saúde genética dos embriões antes da transferência para o útero, oferecendo maior segurança e melhores taxas de sucesso para quem sonha com a maternidade.
O que é o PGT-A
Durante um tratamento de fertilização in vitro (FIV), após a fecundação dos óvulos e o desenvolvimento dos embriões em laboratório, é possível realizar uma análise genética chamada PGT-A (Preimplantation Genetic Testing for Aneuploidy).
Esse exame identifica alterações no número de cromossomos, as chamadas aneuploidias que podem impedir o embrião de se implantar ou causar abortamentos precoces e doenças genéticas.
A biópsia é feita no 5º ou 6º dia de desenvolvimento embrionário, quando o embrião atinge o estágio de blastocisto. Retira-se uma pequena amostra de células da parte que formará a placenta (trofectoderma), preservando o embrião. As células são enviadas para análise em laboratório de genética que utiliza técnicas de sequenciamento de nova geração (NGS).
Por que o PGT-A é importante
Estudos científicos mostram que cerca de 50 a 70% dos embriões com aneuploidias não resultam em gravidez. A taxa aumenta com a idade materna, motivo pelo qual o exame tem papel estratégico em pacientes a partir dos 37 anos.
O PGT-A não “melhora” o embrião, mas permite selecionar aqueles que já possuem carga cromossômica normal, elevando as chances de gestação saudável e diminuindo o risco de aborto espontâneo.
Indicações principais
O PGT-A é especialmente indicado em casos de:
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Idade materna avançada, geralmente acima de 37 anos;
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Abortos de repetição ou perdas gestacionais sem causa aparente;
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Falhas de implantação em ciclos anteriores de FIV;
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Alterações cromossômicas nos gametas ou em um dos parceiros, como translocações balanceadas;
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Histórico familiar de doenças genéticas graves;
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Casais que possuem múltiplos embriões e desejam gestação única saudável.
Para mulheres mais jovens, sem histórico de perda gestacional e com boa reserva ovariana, a decisão sobre realizar o exame deve ser individualizada, ponderando riscos, custos e benefícios.
Como interpretar os resultados
O laudo pode classificar os embriões como:
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Euploides: número normal de cromossomos maior chance de gestação saudável;
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Aneuploides: alterações cromossômicas não recomendados para transferência;
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Mosaicos: coexistência de células normais e alteradas avaliação deve ser cautelosa e compartilhada entre médica e casal.
Limitações do exame
Mesmo com o uso do PGT-A, não há garantia de gravidez. A taxa de sucesso depende também da receptividade do endométrio, da qualidade do sêmen, de fatores imunológicos e de outros aspectos da saúde reprodutiva.
Além disso, a tecnologia atual analisa apenas os cromossomos, não detectando mutações gênicas específicas que exigem testes adicionais (como o PGT-M).
Benefícios do PGT-A
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Reduz o risco de aborto espontâneo;
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Aumenta a taxa de implantação por transferência;
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Possibilita identificar embriões geneticamente normais;
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Melhora o planejamento em casos de idade materna avançada;
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Oferece segurança adicional a casais com histórico genético familiar.
PGT-A e a idade da mulher
Com o envelhecimento natural dos óvulos, cresce o risco de alterações cromossômicas. De acordo com estudos internacionais, 60% dos embriões de mulheres de 40 anos apresentam aneuploidias, chegando a 75% aos 42 anos. Por isso, o PGT-A é uma ferramenta fundamental para aumentar as chances de gravidez saudável nessa faixa etária.
Ética e decisão compartilhada
O PGT-A deve ser uma decisão conjunta, tomada com orientação médica e suporte genético. Cada paciente tem uma história, e o papel do especialista é oferecer informações claras, sem criar expectativas irreais.
O exame pode representar um passo importante, mas o sucesso de um tratamento reprodutivo depende de múltiplos fatores biológicos, emocionais e clínicos.
Atendimento com ciência e acolhimento
A Dra. Ludmila Bercaire conduz tratamentos de reprodução assistida com base em diretrizes atualizadas da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da ESHRE (Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia).
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Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
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