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Quantos Embriões Transferir na FIV: Riscos e Benefícios

Quantos Embriões Transferir na FIV? Entenda os Riscos e Benefícios

Durante o tratamento de fertilização in vitro (FIV), uma das decisões mais importantes é definir quantos embriões transferir para o útero. Essa etapa, que representa o momento mais esperado do processo, envolve não apenas aspectos técnicos, mas também escolhas éticas e emocionais.

A transferência embrionária ocorre após a fecundação dos óvulos no laboratório. Os embriões são cultivados até o estágio de blastocisto, geralmente no quinto ou sexto dia, quando estão prontos para serem colocados no útero. O procedimento é simples e indolor, mas a escolha do número de embriões a transferir pode impactar diretamente nas chances de sucesso e nos riscos da gestação.

O número de embriões influencia nas chances de gravidez?

Durante muito tempo, acreditou-se que transferir dois ou mais embriões aumentaria as chances de gravidez. No entanto, com os avanços da embriologia reprodutiva, da avaliação genética embrionária (PGT-A) e das técnicas de cultivo em laboratório, hoje se sabe que mais embriões transferidos não significam necessariamente mais sucesso. Pelo contrário: esse excesso pode elevar o risco de gestações múltiplas, que trazem complicações tanto para a mãe quanto para os bebês.

Diretrizes de sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) recomendam, na maioria dos casos, a transferência única de embrião, conhecida como Single Embryo Transfer (SET). Essa prática permite alcançar ótimas taxas de gestação com maior segurança materno-fetal.

Transferência única de embrião: quando um é o suficiente

A transferência única eletiva (eSET) é hoje o padrão de excelência em reprodução assistida. Nessa abordagem, o embriologista e a médica especialista escolhem o embrião de melhor qualidade aquele que apresenta o maior potencial de implantação, considerando sua morfologia e, em muitos casos, os resultados do teste genético pré-implantacional (PGT-A).

Quando há mais embriões viáveis, eles são congelados por vitrificação, uma técnica moderna que preserva sua viabilidade e permite o uso em ciclos futuros sem a necessidade de nova estimulação ovariana. Isso garante tranquilidade ao casal e segurança no planejamento reprodutivo.

A principal vantagem da transferência única é evitar o risco de gestação gemelar, sem reduzir as chances de sucesso. Com o embrião certo e o útero preparado, as taxas de implantação são altas, e os riscos obstétricos, muito menores.

Quando a transferência de dois embriões pode ser considerada

Embora a transferência única seja o padrão recomendado, existem situações em que a transferência de dois embriões pode ser discutida com a paciente. A idade materna avançada, especialmente acima dos 38 anos, pode reduzir a qualidade dos óvulos e a taxa de implantação, levando a uma indicação cautelosa de dois embriões. Da mesma forma, pacientes com falhas de implantação anteriores, reserva ovariana muito baixa ou embriões de qualidade intermediária podem, em casos específicos, se beneficiar dessa escolha.

A decisão, no entanto, deve sempre ser compartilhada entre médica e paciente, considerando o histórico clínico, o resultado dos embriões e a condição emocional do casal. Mesmo nesses casos, é essencial compreender que uma gestação múltipla implica riscos maiores e requer acompanhamento obstétrico rigoroso.

Os riscos da gestação múltipla

A gestação gemelar é considerada uma complicação potencial dos tratamentos de reprodução assistida. Embora o nascimento de gêmeos possa parecer um resultado positivo, na prática médica ele representa desafios significativos. Gestações múltiplas estão associadas a parto prematuro, baixo peso ao nascer, aumento da pressão arterial na gravidez (pré-eclâmpsia), diabetes gestacional e maior necessidade de cesariana e internações neonatais.

O verdadeiro sucesso da fertilização in vitro está em alcançar uma gestação única, saudável e segura. O foco deve estar não apenas em engravidar, mas em permitir o nascimento de um bebê saudável, com o mínimo de riscos para a mãe.

A influência da idade e da qualidade embrionária

A idade materna é um dos fatores mais importantes na escolha do número de embriões. Mulheres com menos de 35 anos geralmente têm boas taxas de sucesso com a transferência de um único embrião, principalmente quando ele é geneticamente normal (euploide). Entre 35 e 37 anos, a decisão pode variar conforme a qualidade embrionária. Já a partir dos 38 anos, em casos de reserva ovariana reduzida ou resultados genéticos intermediários, a transferência dupla pode ser considerada, sempre com avaliação médica criteriosa.

A qualidade embrionária também é determinante. Um embrião com morfologia excelente e resultado genético normal apresenta grande potencial de implantação, tornando desnecessária a transferência de mais de um. O papel do laboratório e da equipe médica é justamente selecionar, com base científica, o embrião mais promissor.

Embriões congelados e novas tentativas

As técnicas modernas de vitrificação de embriões permitem preservar embriões excedentes com segurança e eficiência. Essa possibilidade traz conforto emocional aos pacientes, que sabem que poderão tentar novamente caso a primeira transferência não resulte em gravidez. A qualidade dos embriões congelados atualmente é comparável à dos embriões frescos, o que torna os ciclos subsequentes mais simples, rápidos e financeiramente viáveis.

A decisão vai além da ciência

A decisão sobre quantos embriões transferir na FIV não envolve apenas dados clínicos, mas também aspectos emocionais. Muitos casais chegam à consulta após anos de tentativas frustradas, e é natural que associem a transferência de mais embriões a uma “chance a mais”. O papel da médica é acolher esses sentimentos e oferecer informações claras, mostrando que menos pode significar mais quando se trata de segurança e saúde.

A reprodução humana exige equilíbrio entre tecnologia e empatia. Cada paciente traz uma história única, e as decisões devem ser tomadas com transparência, respeito e apoio constante.

A orientação da Dra. Ludmila Bercaire

Com ampla experiência em reprodução assistida, a Dra. Ludmila Bercaire atua com base nas diretrizes da SBRA e da ESHRE, unindo rigor científico e cuidado humanizado. Para ela, “o sucesso da FIV não está em transferir mais embriões, mas sim o embrião certo, no momento certo, em um corpo preparado para recebê-lo”.

Se você está se preparando para um tratamento de fertilização in vitro e deseja entender qual é o número ideal de embriões a transferir, agende uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire, ginecologista e especialista em fertilidade.

A Dra. atende presencialmente em São Paulo – SP e oferece telemedicina para pacientes de todo o Brasil e do exterior. Fluente em inglês e francês, conduz um atendimento baseado em respeito, acolhimento e excelência científica, ajudando cada pessoa a viver o sonho da maternidade de forma segura e confiante.



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

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