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Quantos Óvulos Congelar Para Boa Chance de Gravidez?

Quantos Óvulos Devo Congelar Para Ter Boas Chances no Futuro?

Quantos óvulos devo congelar para ter boas chances no futuro, quais fatores realmente influenciam o sucesso do congelamento de óvulos e por que a resposta depende principalmente da idade da mulher no momento do congelamento.

Essa é uma das dúvidas mais pesquisadas por mulheres que desejam fazer preservação da fertilidade. Muitas querem adiar a maternidade com segurança, mas não sabem qual seria o número ideal de óvulos congelados para aumentar as chances reais de gravidez mais adiante.

A resposta não é única, e precisa ser individualizada.

O fator mais importante: idade no momento do congelamento

Quando falamos em quantos óvulos congelar, o principal determinante não é apenas a quantidade, mas a qualidade dos óvulos. E qualidade está diretamente ligada à idade.

A mulher nasce com todos os seus óvulos. Com o passar dos anos, ocorre não apenas a redução da reserva ovariana, mas também o envelhecimento celular desses óvulos. Esse envelhecimento aumenta o risco de alterações cromossômicas (aneuploidias), o que impacta diretamente:

  • a taxa de fertilização

  • a formação de embriões saudáveis

  • a taxa de implantação

  • a taxa de nascidos vivos

Por isso, congelar 15 óvulos aos 32 anos não equivale a congelar 15 óvulos aos 39 anos. A idade modifica completamente o prognóstico.

Existe um número ideal de óvulos para congelar?

Estudos internacionais que analisam probabilidade cumulativa de nascimento sugerem médias aproximadas para se alcançar uma boa chance de pelo menos um bebê no futuro:

Antes dos 35 anos, costuma-se recomendar entre 15 e 20 óvulos maduros congelados. Entre 36 e 38 anos, esse número pode subir para 20 a 30 óvulos. Após os 38–39 anos, pode ser necessário congelar acima de 30 óvulos e, em muitos casos, realizar mais de um ciclo de estimulação.

É fundamental entender que nenhum número garante gravidez. O que existe é aumento de probabilidade.

Cada óvulo congelado precisa passar por várias etapas até resultar em um bebê:

Descongelamento → fertilização → formação de embrião → embrião cromossomicamente normal → implantação → gestação evolutiva.

Em cada uma dessas fases, ocorrem perdas naturais.

Qual é a taxa de aproveitamento dos óvulos congelados?

De forma aproximada:

Cerca de 80–90% sobrevivem ao descongelamento. Entre 70–80% fertilizam. Apenas uma parte evolui para embriões viáveis. A proporção de embriões cromossomicamente normais depende fortemente da idade da mulher no momento do congelamento.

Ou seja, congelar 10 óvulos não significa 10 embriões, nem 10 tentativas de gravidez.

Por isso, quando a pergunta é “quantos óvulos devo congelar?”, a resposta precisa considerar essa curva de perdas naturais.

E se o desejo for ter mais de um filho?

Essa é uma questão muito importante no planejamento reprodutivo. Se a mulher deseja dois filhos no futuro, o número de óvulos congelados deve ser maior do que para apenas um bebê.

Muitas pacientes focam apenas na primeira gestação e esquecem que o intervalo entre filhos pode significar mais alguns anos de envelhecimento.

Planejar de forma estratégica é essencial.

A reserva ovariana interfere na quantidade coletada?

Sim. Mulheres com baixa reserva ovariana podem não responder com grande número de óvulos em um único ciclo. Nesses casos, pode ser necessário realizar mais de um ciclo de estimulação ovariana para atingir um número considerado mais seguro.

A avaliação inclui exames como:

  • Hormônio Anti-Mülleriano (AMH)

  • Contagem de folículos antrais

  • Idade cronológica

  • Histórico clínico

Esses dados permitem estimar quantos óvulos podem ser obtidos por ciclo e definir uma estratégia personalizada.

Congelar poucos óvulos ainda vale a pena?

Mesmo congelar 6, 8 ou 10 óvulos pode representar uma oportunidade futura que talvez não exista se nada for feito. No entanto, é essencial que a paciente compreenda as probabilidades reais.

Transparência evita frustração futura.

O congelamento de óvulos é uma ferramenta de preservação, não uma garantia absoluta de maternidade. Ele preserva a idade biológica daquele momento — e isso pode fazer grande diferença no futuro.

Congelamento de óvulos após os 40 anos

O congelamento de óvulos após os 40 anos apresenta menor taxa de sucesso, porque o principal fator limitante passa a ser a qualidade oocitária. Mesmo que se congele um número maior, a proporção de embriões cromossomicamente normais é mais baixa.

Nesses casos, a orientação deve ser ainda mais individualizada e realista.

O que realmente importa

Não existe um número mágico universal. O número ideal de óvulos para congelar depende de:

  • Idade no momento do congelamento

  • Desejo de um ou mais filhos

  • Reserva ovariana

  • Tempo previsto até tentar engravidar

Cada mulher tem uma história, um momento de vida e um planejamento diferente. A decisão deve ser baseada em dados objetivos, mas também alinhada às expectativas pessoais.

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista e especialista em Reprodução Humana, com ampla experiência em congelamento de óvulos, preservação da fertilidade e planejamento reprodutivo. Realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e também por telemedicina para pacientes de todo o Brasil e do exterior. Fluente em inglês e francês, oferece uma avaliação individualizada, baseada nas evidências científicas mais atuais e conduzida com acolhimento e transparência.

Se você está se perguntando quantos óvulos deveria congelar para ter boas chances no futuro, agende uma consulta. Uma análise personalizada pode trazer clareza, segurança e um plano reprodutivo adequado para o seu momento de vida.



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

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