Baixa Reserva Ovariana: Efeitos Nos Tratamentos De Fertilidade
Quais são os efeitos da baixa reserva ovariana nos tratamentos de fertilidade?
Compreender a reserva ovariana é essencial para qualquer mulher que deseja engravidar. A reserva ovariana representa o número de óvulos que os ovários possuem, e esse estoque começa a se formar ainda na vida intrauterina. Estudos mostram que um feto feminino pode ter entre 6 e 8 milhões de células reprodutivas durante a gestação, número que cai para cerca de 2 milhões ao nascimento e segue diminuindo ao longo da vida reprodutiva . Esse declínio é natural, mas sua velocidade pode variar bastante entre as mulheres. Quando essa quantidade se torna menor do que o esperado para a idade, definimos esse quadro como baixa reserva ovariana, um diagnóstico que costuma vir acompanhado de dúvidas e inseguranças.
Como a baixa reserva ovariana é diagnosticada
Para identificar a baixa reserva ovariana, a avaliação combina dois exames fundamentais: o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA). O AMH reflete a quantidade de óvulos remanescentes, enquanto a CFA, obtida pelo ultrassom transvaginal, avalia quantos folículos estão visíveis naquele ciclo.
A consulta inicial com a Dra. Ludmila inclui análise minuciosa desses exames, ultrassom detalhado, revisão de histórico clínico e espaço para que a paciente compreenda cada etapa do processo com tranquilidade e acolhimento .
A relação entre idade e reserva ovariana
A idade é, comprovadamente, o principal fator relacionado à baixa reserva ovariana. Com o passar dos anos, tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos diminuem. Dados científicos mostram que o percentual de embriões aneuploides aumenta progressivamente: cerca de 35% até os 36 anos, ultrapassando 90% a partir dos 44 anos . Esses números ajudam a entender por que mulheres mais jovens costumam ter melhores taxas de sucesso nos tratamentos de fertilidade e por que, após os 38 ou 40 anos, o prognóstico tende a se tornar mais desafiador.
Como a baixa reserva ovariana afeta os tratamentos de fertilidade
A baixa reserva ovariana interfere diretamente na resposta aos tratamentos de fertilidade, especialmente aqueles que dependem da estimulação ovariana. Quando os ovários têm menos folículos disponíveis, eles tendem a responder de forma mais discreta aos medicamentos utilizados durante protocolos de FIV ou IIU. Essa resposta abaixo do desejado resulta em menor número de óvulos recrutados, o que naturalmente reduz a quantidade de embriões formados.
Menos embriões significa menos chances por ciclo. Em casos de resposta ovariana baixa, pode haver inclusive risco de cancelamento do ciclo, quando a quantidade de folículos não alcança o mínimo necessário para seguir com segurança.
Impactos na resposta ovariana e formação de embriões
Quando a paciente apresenta baixa reserva ovariana, mesmo estímulos intensivos podem resultar em poucos folículos em crescimento. Isso não apenas reduz o número de óvulos coletados, mas influencia a própria qualidade dos óvulos obtidos. Em determinados cenários, os tratamentos precisam ser repetidos ou ajustados para tentar acumular óvulos ou embriões ao longo de ciclos sucessivos.
Esse é um dos momentos em que o acompanhamento especializado se torna crucial para alinhar expectativas, planejar estratégias realistas e oferecer o suporte emocional necessário.
Qualidade dos óvulos e taxas de sucesso da FIV
A redução da qualidade dos óvulos com o avanço da idade tem impacto significativo nas taxas de sucesso da fertilização in vitro. Mesmo quando é possível obter um número razoável de óvulos, a probabilidade de que esses óvulos resultem em embriões cromossomicamente normais diminui com o avanço da idade reprodutiva. Por isso, mulheres com baixa reserva ovariana podem enfrentar maior risco de falhas de implantação, abortamentos precoces e menor probabilidade de nascimento de um bebê saudável, conforme reforçam os dados oficiais do protocolo de reprodução assistida .
Opções terapêuticas para quem tem baixa reserva ovariana
Apesar dos desafios, existem estratégias eficazes para otimizar resultados. A estimulação ovariana personalizada é uma abordagem importante, ajustando medicações e doses para tentar extrair o melhor rendimento possível dos ovários. Em alguns casos, pode-se planejar ciclos sequenciais para acúmulo de óvulos ou acúmulo de embriões, especialmente em pacientes que respondem de maneira muito limitada.
Há situações em que o uso de óvulos doados pode ser discutido, sempre com sensibilidade e clareza, respeitando o tempo emocional da paciente. Todas as possibilidades são analisadas com profundidade e individualização, considerando não apenas exames, mas também valores, expectativas e o momento de vida de cada mulher.
Aspectos emocionais e a importância do acolhimento especializado
A descoberta da baixa reserva ovariana pode trazer sentimentos de urgência, medo ou frustração. Por isso, o processo de cuidado precisa ser humano e acolhedor. A Dra. Ludmila Bercaire dedica tempo adequado em cada consulta, permitindo que a paciente se sinta ouvida e segura para discutir seus receios e caminhos disponíveis. Essa abordagem, baseada em empatia e informação de qualidade, ajuda a transformar um diagnóstico desafiador em um processo de tomada de decisão consciente e menos angustiante.
O papel do planejamento reprodutivo em casos de baixa reserva
Mulheres com baixa reserva ovariana têm muito a ganhar com o planejamento reprodutivo. Para aquelas que ainda não desejam engravidar, o congelamento de óvulos pode ser uma estratégia crucial para preservar a fertilidade. Já quem tem desejo reprodutivo imediato se beneficia de uma avaliação rápida, permitindo que o tratamento seja iniciado no momento mais oportuno para maximizar as chances de sucesso. Planejar é uma ferramenta tão importante quanto o próprio tratamento.
Quando buscar ajuda de um especialista em fertilidade
A avaliação especializada é essencial quando há AMH baixo, contagem de folículos antrais reduzida, dificuldade para engravidar, histórico de endometriose, cirurgias ovarianas, quimioterapia ou idade acima de 35 anos. A primeira consulta inclui ultrassom detalhado, revisão minuciosa de exames e construção de um plano de ação individualizado, como é realizado na Begin Clinic, onde a estrutura foi pensada para acolher cada paciente com conforto, privacidade e excelência técnica .
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista e obstetra especialista em fertilidade, referência em reprodução humana em São Paulo – SP. Realiza atendimentos presenciais no Itaim Bibi e consultas por telemedicina para outras cidades e países. Fluente em inglês e francês, oferece um cuidado técnico, respeitoso e profundamente humano. Para entender sua fertilidade e receber orientação personalizada, agende sua consulta.
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
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