Congelamento De Embriões: Até Quando Podem Ser Usados?
Congelamento de Embriões
Até quando os embriões congelados podem ser utilizados?, a dúvida é natural, especialmente entre pessoas que desejam planejar gestações futuras ou que já passaram por um ciclo de FIV e decidiram armazenar embriões para tentar engravidar novamente em outro momento.
Hoje, graças aos avanços da medicina reprodutiva, a criopreservação de embriões tornou-se uma das etapas mais seguras e eficientes da FIV. A técnica moderna de vitrificação, utilizada nas melhores clínicas do mundo, permite preservar embriões por longos períodos sem comprometer sua qualidade. Ainda assim, muitas pacientes desejam saber se existe um prazo máximo para uso e o que realmente influencia a viabilidade desses embriões ao longo do tempo.
Como funciona o congelamento de embriões
O congelamento de embriões, também chamado de criopreservação, é uma etapa importante da Fertilização in Vitro. Após a fecundação em laboratório e o desenvolvimento embrionário inicial, os embriões excedentes são congelados para que possam ser utilizados posteriormente.
Esse processo permite que a paciente ou o casal tenha mais de uma tentativa de gestação em diferentes momentos da vida, sem precisar repetir toda a etapa de estimulação ovariana e coleta de óvulos. Além de facilitar o planejamento reprodutivo, traz mais tranquilidade emocional e segurança para o futuro.
Vitrificação: a técnica moderna que preserva a qualidade dos embriões
A vitrificação é o método de congelamento utilizado atualmente. É um processo ultrarrápido, que reduz drasticamente o risco de formação de cristais de gelo algo que poderia prejudicar as células embrionárias. A técnica interrompe praticamente todo o metabolismo do embrião, mantendo-o no mesmo estado em que estava no momento em que foi congelado.
A medicina reprodutiva evoluiu muito nas últimas décadas, e hoje sabemos que as taxas de sucesso com embriões congelados são semelhantes às obtidas com embriões frescos, desde que o embrião tenha sido vitrificado adequadamente em um laboratório especializado.
Afinal, os embriões têm validade?
Essa é uma das perguntas mais frequentes e a resposta, baseada em evidências científicas e na prática clínica, é muito tranquilizadora: embriões congelados não têm um prazo biológico máximo de validade.
Como o metabolismo é praticamente interrompido durante a vitrificação, o tempo em que o embrião permanece congelado não causa envelhecimento celular significativo. Há relatos internacionais de gestação saudável com embriões armazenados por mais de 20 anos.
No Brasil, a legislação e as diretrizes do Conselho Federal de Medicina também confirmam que o armazenamento pode ser mantido por tempo indeterminado, desde que haja consentimento dos responsáveis.
O que realmente influencia a qualidade dos embriões congelados
Se o tempo de congelamento não é o principal fator, o que determina a qualidade e a chance de implantação quando o embrião é descongelado?
A Dra. Ludmila esclarece que alguns aspectos são fundamentais:
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Idade da mulher na época da coleta dos óvulos: essa é a variável mais importante. Embriões formados a partir de óvulos mais jovens têm melhor potencial reprodutivo.
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Qualidade embrionária original: quanto melhor a qualidade identificada antes da vitrificação, melhores as chances futuras.
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Condições do laboratório: expertise da equipe e tecnologia influenciam diretamente o sucesso.
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Técnica de vitrificação e descongelamento: procedimentos adequados preservam a integridade celular.
Em outras palavras, um embrião de uma mulher com 30 anos continuará biologicamente um embrião de 30 anos, mesmo que seja transferido 8 ou 10 anos depois.
Quando utilizar os embriões congelados
A decisão sobre o momento ideal para utilizar embriões varia conforme a história reprodutiva de cada paciente. Algumas situações comuns incluem:
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desejo de espaçar as gestações
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espera para um momento mais seguro ou estável da vida
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necessidade de tratamentos médicos que possam afetar a fertilidade
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planejamento de aumentar a família no futuro
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uso de embriões remanescentes para segunda gestação após uma FIV bem-sucedida
Independentemente do motivo, a orientação de um especialista em Reprodução Humana é fundamental para garantir segurança e melhores resultados.
Como funciona o descongelamento de embriões
Quando chega o momento da transferência, o embrião passa por um processo cuidadoso de descongelamento, no qual é reidratado e preparado para retornar às suas funções celulares normais. Em paralelo, a paciente recebe acompanhamento para que o endométrio esteja receptivo, sincronizado e ideal para acolher o embrião.
Cada etapa é monitorada com precisão, garantindo que tudo ocorra com a maior segurança possível.
Taxas de sucesso com embriões congelados
Diversos estudos demonstram que a vitrificação tornou o congelamento de embriões uma estratégia altamente eficaz, com taxas de implantação e gestação muito próximas às de embriões frescos. O fator determinante continua sendo a qualidade embrionária e a idade da mulher na época da coleta.
Para muitas pacientes, essa técnica representa liberdade, planejamento e a possibilidade real de ampliar a família no momento mais adequado.
Aspectos legais sobre o congelamento de embriões
No Brasil, as normas do Conselho Federal de Medicina permitem o armazenamento dos embriões por tempo indeterminado, desde que a clínica mantenha a documentação atualizada e que os responsáveis definam, por escrito, o destino desses embriões em diferentes cenários.
Por isso, decisões sobre preservação, uso, doação ou descarte devem ser tomadas com orientação médica e ética, sempre respeitando a autonomia e os valores da pessoa ou casal.
Para quem o congelamento de embriões é indicado
Embora seja um procedimento comum entre pacientes que realizam FIV, há perfis que se beneficiam especialmente dessa estratégia:
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casais que planejam mais de uma gestação
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mulheres com baixa reserva ovariana
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pacientes que passarão por quimioterapia ou outros tratamentos que afetam a fertilidade
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pessoas solteiras que desejam planejar a maternidade ou paternidade
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casais homoafetivos que pretendem ampliar a família
O congelamento de embriões oferece segurança, planejamento e possibilidade real de futuro.
A importância da orientação especializada
Cada jornada reprodutiva é única. Por isso, o acompanhamento com uma especialista em Reprodução Humana faz toda diferença para esclarecer expectativas, indicar o melhor momento e garantir que todas as decisões sejam alinhadas ao seu projeto familiar.
Com mais de uma década de experiência em Reprodução Humana, a Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista especialista em fertilidade, com atendimento presencial em São Paulo – SP, e atendimento por telemedicina para pacientes em outras cidades do Brasil e do exterior. Fluente em inglês e francês, oferece cuidado acolhedor, individualizado e baseado em evidências sempre respeitando a história e os valores de cada pessoa.
Se você deseja entender melhor o congelamento de embriões, planejar uma gestação futura ou iniciar sua jornada em direção à maternidade ou paternidade, agende uma consulta e conte com uma especialista para acompanhá-la com segurança e empatia.
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
Para agendar uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire, entre em contato através do nosso WhatsApp.
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