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Adenomiose e FIV: Taxas de Sucesso e Como se Preparar

Adenomiose e FIV: Taxas de Sucesso, Preparo e O Que Esperar do Tratamento

Receber o diagnóstico de adenomiose costuma gerar muitas dúvidas, principalmente quando existe o desejo de engravidar. Uma das perguntas mais frequentes no consultório é se a Fertilização in Vitro (FIV) continua sendo uma boa alternativa e quais são as chances reais de sucesso do tratamento.

A resposta é, na maioria dos casos, positiva. Embora a adenomiose possa interferir na implantação do embrião e aumentar a complexidade do tratamento, isso não significa que a gravidez seja impossível. Com o diagnóstico adequado, preparo individualizado do útero e protocolos modernos de Reprodução Humana, muitas mulheres conseguem alcançar uma gestação saudável.

Neste artigo, explicamos como a adenomiose influencia a Fertilização in Vitro, quais fatores impactam as taxas de sucesso e como é realizado o preparo antes da transferência embrionária.

O que é adenomiose?

A adenomiose é uma doença ginecológica benigna caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio no interior da musculatura do útero, chamada miométrio.

Essa alteração provoca um processo inflamatório crônico e modifica a estrutura uterina, podendo causar aumento do volume do útero, cólicas menstruais intensas, sangramento menstrual aumentado, dor pélvica e dificuldade para engravidar.

Nem todas as mulheres apresentam sintomas. Em muitos casos, a doença é identificada apenas durante a investigação da infertilidade ou em exames de imagem realizados por outros motivos.

Como a adenomiose pode afetar a fertilidade?

Para que uma gravidez aconteça, é necessário que o embrião encontre um ambiente favorável para se implantar no útero.

Na adenomiose, alterações inflamatórias e estruturais podem comprometer esse processo. Estudos sugerem que a doença pode modificar a receptividade do endométrio, alterar a contratilidade uterina e interferir na vascularização e no ambiente imunológico do útero.

Esses fatores podem reduzir as chances de implantação embrionária e aumentar o risco de perda gestacional precoce em algumas pacientes.

Entretanto, a intensidade dessas alterações varia bastante de mulher para mulher. Muitas conseguem engravidar espontaneamente, enquanto outras se beneficiam das técnicas de Reprodução Humana Assistida.

Quando a Fertilização in Vitro é indicada?

A Fertilização in Vitro pode ser indicada quando a gravidez não acontece naturalmente ou quando existem fatores que tornam esse tratamento a alternativa com maior probabilidade de sucesso.

Entre as situações mais comuns estão:

  • idade materna acima de 35 anos;

  • baixa reserva ovariana;

  • obstrução das tubas uterinas;

  • endometriose associada;

  • fator masculino de infertilidade;

  • falha de tratamentos anteriores;

  • infertilidade sem causa aparente após investigação completa.

A decisão é sempre individualizada e leva em consideração o histórico clínico, os exames e os objetivos reprodutivos da paciente.

Qual é a taxa de sucesso da FIV em mulheres com adenomiose?

Esta é uma das dúvidas mais frequentes entre as pacientes.

Não existe uma porcentagem única de sucesso para mulheres com adenomiose, pois diversos fatores influenciam o resultado do tratamento.

Os principais são:

  • idade da mulher;

  • qualidade dos óvulos;

  • reserva ovariana;

  • qualidade dos embriões;

  • extensão da adenomiose;

  • presença de endometriose ou outras doenças ginecológicas;

  • protocolo utilizado para preparo do útero.

Estudos científicos mostram que a adenomiose pode estar associada à redução das taxas de implantação e de nascidos vivos quando comparada a mulheres sem a doença. No entanto, pesquisas mais recentes também demonstram que protocolos individualizados de preparo antes da transferência embrionária podem minimizar esse impacto e melhorar significativamente os resultados.

Por isso, atualmente o diagnóstico de adenomiose não deve ser interpretado como um impedimento para a realização da Fertilização in Vitro, mas sim como uma condição que exige planejamento cuidadoso.

O preparo antes da FIV faz diferença?

Sim. O preparo do útero é considerado uma das etapas mais importantes para pacientes com adenomiose.

Antes do tratamento, é realizada uma avaliação completa que pode incluir ultrassonografia transvaginal especializada, exames hormonais, avaliação da reserva ovariana e, em alguns casos, ressonância magnética da pelve.

Dependendo das características da doença, podem ser utilizados medicamentos hormonais para reduzir temporariamente a atividade da adenomiose antes da transferência do embrião.

Em muitas pacientes, também pode ser recomendada a estratégia conhecida como freeze-all, na qual os embriões são congelados após a fertilização e a transferência é realizada somente depois que o útero estiver preparado para oferecer melhores condições de implantação.

Essa abordagem permite individualizar o tratamento e otimizar as chances de sucesso.

A transferência do embrião acontece sempre no mesmo ciclo?

Não.

Embora algumas mulheres possam realizar a transferência embrionária poucos dias após a coleta dos óvulos, em outras pacientes é mais vantajoso adiar essa etapa.

Quando existe atividade importante da adenomiose, o especialista pode recomendar o congelamento dos embriões e a preparação do útero em um ciclo posterior.

Essa estratégia busca proporcionar um ambiente uterino mais favorável para a implantação e, consequentemente, aumentar as chances de gravidez.

O que esperar durante o tratamento?

A maior parte das etapas da Fertilização in Vitro é semelhante à realizada por mulheres sem adenomiose.

O tratamento envolve estimulação ovariana, monitorização por ultrassonografia, coleta dos óvulos, fertilização em laboratório e desenvolvimento dos embriões.

O diferencial está no planejamento da transferência embrionária, que pode exigir um preparo específico do útero antes da implantação.

Embora isso possa prolongar o tratamento por algumas semanas, o objetivo é oferecer as melhores condições possíveis para uma gravidez bem-sucedida.

É possível engravidar naturalmente mesmo com adenomiose?

Sim.

Nem todas as mulheres com adenomiose necessitam de Fertilização in Vitro.

Pacientes mais jovens, com boa reserva ovariana, doença menos extensa e ausência de outros fatores de infertilidade podem conseguir uma gestação espontânea.

No entanto, quando a gravidez demora para acontecer, especialmente após os 35 anos, é importante procurar avaliação especializada o quanto antes. A idade é um dos principais fatores que influenciam o potencial reprodutivo feminino, e iniciar o tratamento no momento adequado pode aumentar significativamente as chances de sucesso.

Quando procurar um especialista em Reprodução Humana?

A avaliação especializada é recomendada para mulheres que possuem diagnóstico de adenomiose e desejam engravidar, especialmente quando:

  • a gravidez não acontece após 12 meses de tentativas (ou 6 meses para mulheres com mais de 35 anos);

  • existem dores pélvicas importantes ou sangramento menstrual intenso;

  • há histórico de abortos de repetição;

  • existem outras condições associadas, como endometriose ou baixa reserva ovariana.

Quanto mais cedo a investigação for realizada, maiores são as possibilidades de definir uma estratégia personalizada e preservar o potencial reprodutivo.

Atendimento especializado para mulheres com adenomiose e infertilidade

A Dra. Ludmila Bercaire explica que a adenomiose não representa o fim do sonho da maternidade. Com diagnóstico preciso, planejamento individualizado e protocolos modernos de Reprodução Humana, muitas mulheres conseguem excelentes resultados, mesmo quando a doença está presente.

Ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana, atua na investigação da infertilidade, preservação da fertilidade e tratamentos personalizados para mulheres, casais, pessoas solteiras e famílias LGBTQIAP+. O atendimento é realizado presencialmente em São Paulo – SP e também por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. Fluente em inglês e francês, oferece um atendimento acolhedor, respeitoso e baseado nas melhores evidências científicas.

Se você recebeu o diagnóstico de adenomiose e deseja engravidar, agende uma consulta para uma avaliação individualizada. Um planejamento reprodutivo personalizado pode fazer toda a diferença para definir a melhor estratégia de tratamento e aumentar suas chances de conquistar uma gestação saudável.



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

Para agendar uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire, entre em contato através do nosso WhatsApp.

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