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FIV com Óvulos Doados: Altas Chances de Sucesso

Compreendendo a base biológica da FIV com óvulos doados

O principal fator que determina o sucesso de qualquer tratamento de fertilização in vitro é a qualidade dos óvulos. Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, o útero não “envelhece” da mesma forma que os óvulos. A mulher nasce com um número finito de óvulos, que sofrem um processo contínuo de envelhecimento e perda de qualidade ao longo da vida.

Com o avanço da idade, especialmente após os 35 anos, ocorre um aumento significativo de alterações cromossômicas nos óvulos, o que leva à formação de embriões com menor capacidade de implantação e maior risco de perda gestacional. A partir dos 40 anos, essa queda se torna ainda mais acentuada.

A ovodoação surge exatamente para contornar esse fator biológico. Ao utilizar óvulos provenientes de mulheres jovens e saudáveis, o tratamento passa a contar com gametas com maior potencial reprodutivo, o que impacta diretamente nas taxas de sucesso da FIV.

Como funciona a FIV com óvulos doados, passo a passo

Na fertilização in vitro com óvulos doados, a paciente que irá engravidar não passa pela estimulação ovariana para coleta de óvulos. Em vez disso, os óvulos são obtidos de uma doadora cuidadosamente selecionada, de acordo com critérios médicos rigorosos e normas éticas estabelecidas no Brasil.

Esses óvulos são fertilizados em laboratório com o sêmen do parceiro da paciente ou de um doador. Os embriões formados são acompanhados até o estágio adequado de desenvolvimento e, posteriormente, transferidos para o útero da receptora, que foi previamente preparado com hormônios para receber o embrião.

Todo o desenvolvimento da gestação ocorre no corpo da mulher que recebe os embriões, incluindo a formação da placenta, as trocas materno-fetais e o vínculo gestacional.

Quais são, de fato, as chances de sucesso da ovodoação?

As taxas de sucesso da FIV com óvulos doados estão entre as mais altas da reprodução humana. De forma geral, as chances de gravidez por transferência embrionária costumam variar entre 50% e 65%, podendo ser ainda maiores em situações ideais.

Esses números se mantêm relativamente estáveis independentemente da idade da mulher que recebe os embriões, desde que o útero esteja saudável. Isso representa uma diferença importante em relação à FIV com óvulos próprios, na qual a idade feminina é o principal fator limitante.

Além disso, a taxa de aborto espontâneo tende a ser menor, justamente porque os embriões formados a partir de óvulos jovens apresentam menor risco de alterações cromossômicas.

Fatores que influenciam o sucesso da FIV com óvulos doados

Apesar das altas taxas de sucesso, a ovodoação não é um tratamento “automático” ou garantido. Alguns fatores continuam sendo determinantes para o resultado final.

O primeiro deles é a qualidade do endométrio. O útero precisa estar livre de inflamações, infecções, alterações estruturais importantes ou doenças que prejudiquem a implantação embrionária, como endometriose profunda ou adenomiose não tratada.

Outro ponto fundamental é a sincronização hormonal. A preparação endometrial deve ser feita de forma personalizada, respeitando o tempo de resposta de cada organismo à reposição hormonal, para que a transferência ocorra no momento mais adequado.

Aspectos relacionados ao laboratório de reprodução humana, à qualidade do sêmen e às técnicas de cultivo embrionário também exercem influência direta sobre os resultados.

Ovodoação é indicada apenas após muitas falhas?

Embora muitas mulheres cheguem à ovodoação após diversas tentativas frustradas, essa estratégia não deve ser vista como último recurso. Em alguns casos, a indicação precoce é a escolha mais ética e eficaz, evitando anos de tratamentos com baixas chances reais de sucesso.

Mulheres com reserva ovariana extremamente baixa, falência ovariana precoce ou idade mais avançada podem se beneficiar de uma conversa honesta e baseada em evidências sobre a ovodoação desde o início do acompanhamento.

Aspectos emocionais e o luto genético

A decisão de seguir pela FIV com óvulos doados costuma envolver um processo emocional profundo. Muitas mulheres vivenciam um luto relacionado à perda da possibilidade de transmitir sua carga genética, o que é absolutamente legítimo.

A maternidade não se define apenas pela genética. O ambiente uterino, a gestação, o parto, o cuidado diário e a construção do vínculo afetivo são determinantes fundamentais na relação entre mãe e filho. O acolhimento emocional faz parte do tratamento e deve ser respeitado em todas as etapas.

FIV com óvulos doados no Brasil: aspectos éticos e legais

No Brasil, a doação de óvulos é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina. O processo é anônimo, voluntário e sem fins comerciais. A doadora passa por avaliação clínica, exames laboratoriais e critérios rigorosos de seleção para garantir segurança à receptora e ao futuro bebê.

A paciente receptora não tem acesso à identidade da doadora, mas são respeitadas características fenotípicas compatíveis, quando possível.

Quando procurar uma especialista em reprodução humana?

A avaliação com uma ginecologista especialista em fertilidade é essencial para entender se a FIV com óvulos doados é a melhor estratégia em cada caso. Não existe uma resposta única ou universal, e cada decisão deve ser construída com base na história clínica, nos exames, nos desejos e no tempo reprodutivo da mulher.

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista especialista em fertilidade, com ampla experiência em fertilização in vitro e ovodoação. Atua com atendimento presencial em São Paulo – SP e também por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. É fluente em inglês e francês e tem como diferencial o atendimento respeitoso, humano e acolhedor, sempre baseado em evidências científicas atualizadas.

Se você deseja compreender com profundidade suas chances reais de engravidar e avaliar, de forma honesta e individualizada, a possibilidade da FIV com óvulos doados, agende uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire e receba um acompanhamento especializado em todas as etapas da sua jornada reprodutiva.

 



Dra. Ludmila Bercaire SP
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire

Especialista em Reprodução Humana SP

A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.

CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947

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