Falhas de FIV com Embriões Normais: Entenda as Causas
Entenda o que significa um embrião “normal” na FIV
Na fertilização in vitro, o termo embrião normal, ou embrião euploide, refere-se àquele que apresenta o número correto de cromossomos, identificado por meio do teste genético pré-implantacional para aneuploidias (PGT-A). A realização desse exame aumenta as chances de implantação e reduz o risco de perda gestacional, mas não garante, por si só, o sucesso da gestação.
A implantação embrionária é um processo extremamente sofisticado, que depende de uma comunicação precisa entre o embrião e o endométrio. Mesmo quando o embrião é geneticamente saudável, falhas podem ocorrer se outros fatores estiverem alterados.
Falha de implantação embrionária: por que ela acontece?
A chamada falha de implantação ocorre quando o embrião não consegue se fixar adequadamente no útero. Em casos de falhas repetidas de FIV com embriões normais, é fundamental ampliar a investigação para além da genética.
Entre os principais fatores envolvidos estão:
Receptividade endometrial alterada
O endométrio precisa estar preparado para receber o embrião em um período específico chamado janela de implantação. Em algumas mulheres, essa janela pode estar deslocada, fazendo com que o embrião seja transferido em um momento inadequado.
Testes como o ERA test podem ser indicados em casos selecionados, especialmente após falhas repetidas, para avaliar se o endométrio responde adequadamente à progesterona e se o momento da transferência está correto.
Além do tempo, a qualidade do endométrio também importa. Endométrios persistentemente finos, com inflamação crônica ou com alterações estruturais podem comprometer a implantação, mesmo com bons embriões.
Endometriose e adenomiose silenciosas
A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina e pode interferir na FIV mesmo quando não há sintomas importantes. A inflamação crônica associada à doença pode alterar o ambiente uterino e a comunicação entre embrião e endométrio.
A adenomiose, condição em que o tecido endometrial invade o músculo do útero, também está fortemente associada a falhas de implantação. Muitas vezes, essas alterações só são identificadas com exames de imagem detalhados, como a ressonância magnética da pelve, ou por ultrassonografia especializada.
Alterações imunológicas e inflamatórias
O sistema imunológico exerce papel fundamental na implantação embrionária. Para que a gestação aconteça, o organismo da mulher precisa “aceitar” o embrião, que é geneticamente diferente dela.
Desequilíbrios imunológicos, como ativação excessiva de células inflamatórias ou alterações na resposta imunológica uterina, podem dificultar esse processo. A investigação imunológica deve ser criteriosa, baseada em evidências científicas, evitando exames e tratamentos sem comprovação.
Trombofilias e distúrbios da coagulação
Algumas alterações na coagulação sanguínea podem comprometer a formação adequada dos vasos do endométrio e da placenta inicial, dificultando a implantação e o desenvolvimento embrionário precoce.
A investigação de trombofilias é indicada apenas em situações específicas, como falhas repetidas de implantação ou histórico de perdas gestacionais, sempre com interpretação cuidadosa por uma especialista em reprodução humana.
Microbiota endometrial alterada
Estudos mais recentes mostram que o útero não é completamente estéril e que a microbiota endometrial pode influenciar a implantação. Desequilíbrios bacterianos, inflamações subclínicas ou endometrites crônicas podem interferir negativamente no sucesso da FIV.
Em casos selecionados, exames específicos podem ser solicitados para avaliar e tratar essas alterações antes de uma nova transferência embrionária.
Fatores embrionários além da genética
Embora o PGT-A avalie o número de cromossomos, ele não analisa todos os aspectos da qualidade embrionária. Alterações metabólicas, epigenéticas ou relacionadas ao desenvolvimento embrionário também podem impactar a implantação.
Além disso, o laboratório de reprodução humana, a técnica de cultivo embrionário e o momento da transferência influenciam diretamente os resultados.
O impacto emocional das falhas repetidas de FIV
Falhar em uma FIV, especialmente quando “tudo parecia perfeito”, gera sentimentos de frustração, culpa, tristeza e insegurança. A Dra. Ludmila Bercaire reforça que a falha nunca deve ser atribuída à paciente. A infertilidade é uma condição médica complexa, e cada tentativa fornece informações importantes para ajustar o próximo passo.
O acolhimento emocional e a escuta ativa fazem parte do tratamento e são essenciais para que o casal ou a paciente se sintam seguros para seguir adiante.
Quando procurar uma especialista em reprodução humana?
Após uma falha de FIV com embriões normais, e principalmente diante de falhas repetidas, é fundamental uma reavaliação completa e individualizada. Cada histórico é único, e não existem protocolos prontos que sirvam para todas as pessoas.
A investigação adequada permite identificar fatores corrigíveis, ajustar estratégias e aumentar as chances de sucesso nas próximas tentativas.
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista especialista em fertilidade, com mais de uma década de experiência em reprodução humana, atuando com medicina baseada em evidências, abordagem personalizada e olhar integral para cada paciente. Realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e também por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. É fluente em inglês e francês e tem como diferencial o atendimento respeitoso, humano e acolhedor.
Se você vivenciou falhas de FIV com embriões normais e busca uma avaliação cuidadosa, individualizada e ética, agende uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire e permita-se ser acompanhada com ciência, empatia e respeito em cada etapa da sua jornada reprodutiva.
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
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