Embriões Congelados Há Anos Ainda São Viáveis?
Embriões congelados há anos: ainda são viáveis?
A Dra. Ludmila Bercaire vai explicar uma dúvida muito comum entre pacientes que passaram por tratamentos de fertilização in vitro (FIV): embriões congelados há muitos anos ainda são viáveis? Essa pergunta costuma surgir acompanhada de ansiedade, especialmente quando o tempo passou, a vida mudou ou quando a decisão de tentar uma gestação foi adiada por motivos pessoais, emocionais ou de saúde.
Buscas como embriões congelados por muitos anos, tempo máximo para congelamento de embriões, embrião congelado perde qualidade e transferência de embrião congelado funciona refletem uma preocupação legítima e merecem respostas baseadas em ciência, não em mitos.
O que significa congelar embriões na fertilização in vitro?
Na reprodução humana assistida, o congelamento de embriões é uma prática segura e amplamente utilizada. Após a fertilização do óvulo em laboratório e o desenvolvimento inicial do embrião, ele pode ser congelado por meio de uma técnica chamada vitrificação embrionária. Esse método utiliza um resfriamento ultrarrápido, que impede a formação de cristais de gelo e preserva as estruturas celulares do embrião.
A vitrificação revolucionou a FIV, permitindo que embriões sejam armazenados por longos períodos sem perda significativa de qualidade, desde que mantidos em condições adequadas de laboratório.
Embriões congelados por muitos anos continuam viáveis?
Sim. Do ponto de vista científico, embriões congelados há anos continuam viáveis, desde que tenham sido congelados corretamente e mantidos em tanques de nitrogênio líquido com controle rigoroso de temperatura. O tempo, por si só, não reduz a viabilidade do embrião.
Uma vez vitrificado, o embrião permanece em um “estado suspenso”. Ele não envelhece, não se deteriora e não sofre impacto do passar dos anos. Por isso, embriões congelados há 5, 10 ou até mais de 15 anos podem resultar em gestações saudáveis, algo já documentado na literatura médica internacional.
O que influencia o sucesso da transferência de embriões congelados?
Embora o tempo de congelamento não seja um fator limitante, outros aspectos são fundamentais para o sucesso da transferência de embrião congelado. O principal deles é a qualidade do embrião no momento do congelamento. Embriões que apresentavam bom desenvolvimento embrionário tendem a manter esse potencial após o descongelamento.
Outro fator decisivo é a idade da mulher no momento da coleta dos óvulos, e não a idade atual da paciente. Isso significa que embriões formados quando a mulher era mais jovem carregam essa “idade biológica”, mesmo que a transferência ocorra muitos anos depois.
Além disso, o preparo do útero e a receptividade endometrial no ciclo da transferência são determinantes. Um embrião viável precisa encontrar um ambiente uterino adequado para se implantar e evoluir.
Existe um tempo máximo legal para manter embriões congelados?
No Brasil, não há um tempo máximo definido em anos que determine quando um embrião deixa de ser viável. O armazenamento é permitido enquanto houver consentimento dos pacientes e cumprimento das normas éticas vigentes. O que existe é a necessidade de decisões claras sobre o destino dos embriões, especialmente quando eles permanecem congelados por longos períodos.
Essas decisões devem ser tomadas com acompanhamento médico e orientação adequada, respeitando aspectos éticos, emocionais e legais envolvidos.
O descongelamento pode danificar o embrião?
Com a técnica de vitrificação embrionária, as taxas de sobrevivência ao descongelamento são muito altas. A maioria dos embriões vitrificados corretamente sobrevive ao processo e mantém seu potencial de implantação.
Ainda assim, é importante compreender que nem todos os embriões sobreviveriam mesmo se fossem transferidos imediatamente após a formação. A perda embrionária pode acontecer independentemente do congelamento, pois está relacionada à qualidade genética e ao desenvolvimento embrionário.
Aspectos emocionais ligados aos embriões congelados
Para muitas mulheres e casais, os embriões congelados carregam um peso emocional importante. Eles representam planos, expectativas e decisões que, às vezes, foram adiadas por anos. Retomar esse projeto pode despertar medo, esperança, culpa ou insegurança, sentimentos que precisam ser acolhidos.
O acompanhamento em reprodução humana deve considerar não apenas os aspectos técnicos, mas também o momento emocional de cada paciente, oferecendo espaço para diálogo e escolhas conscientes.
Quando reavaliar embriões congelados antigos?
Sempre que houver a intenção de realizar uma nova transferência embrionária, é fundamental passar por uma reavaliação médica completa. Isso inclui revisar a qualidade dos embriões congelados, avaliar o útero, o estado de saúde atual da paciente e definir a melhor estratégia para a transferência.
Mesmo embriões congelados há muitos anos merecem um planejamento cuidadoso, respeitando as condições clínicas atuais e as expectativas do casal ou da mulher.
A importância do acompanhamento com especialista em reprodução humana
A decisão de utilizar embriões congelados há anos deve ser conduzida com base em evidências científicas, experiência clínica e escuta atenta. Generalizações ou informações imprecisas podem gerar medo desnecessário ou falsas expectativas.
Agende sua consulta com especialista em fertilização in vitro
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista especialista em fertilidade, com ampla experiência em fertilização in vitro, criopreservação de embriões e transferência de embriões congelados. Realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e atendimento por telemedicina para pacientes de outras cidades do Brasil e do exterior. É fluente em inglês e francês, e reconhecida pelo atendimento acolhedor e respeitoso.
Se você possui embriões congelados há anos e deseja saber se ainda são viáveis, qual a melhor estratégia para utilizá-los ou simplesmente precisa de orientação para tomar uma decisão segura, agende uma consulta com a Dra. Ludmila Bercaire. Um acompanhamento especializado faz toda a diferença para transformar dúvidas em escolhas conscientes e bem fundamentadas.
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
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