Aspectos Emocionais da Ovodoação: Como Lidar?
Aspectos Emocionais da Ovodoação: Como Lidar com Essa Escolha
A Dra. Ludmila Bercaire vai explicar os principais aspectos emocionais da ovodoação, ajudando mulheres e casais a compreender como lidar com essa decisão de forma consciente, segura e acolhida.
A ovodoação é, do ponto de vista médico, uma das estratégias mais eficazes para mulheres com idade materna avançada, falência ovariana precoce ou repetidas falhas com óvulos próprios. No entanto, embora as taxas de sucesso da fertilização in vitro com óvulo doado sejam elevadas, a decisão raramente é apenas técnica. Ela envolve sentimentos profundos, expectativas, medos e, muitas vezes, um processo de luto.
O luto genético: uma etapa legítima
Um dos sentimentos mais frequentes é o chamado luto genético. Trata-se da dor relacionada à impossibilidade de transmitir a própria carga genética ao filho.
Muitas mulheres relatam pensamentos como: “Ele será realmente meu filho?” ou “Vou me sentir mãe de verdade?”. Esses questionamentos são absolutamente naturais. Ignorá-los ou minimizá-los pode aumentar o sofrimento.
É importante compreender que o luto não significa rejeição da ideia, mas sim um processo de adaptação. A infertilidade já impõe perdas simbólicas. A decisão pela gravidez com óvulo doado pode representar mais uma etapa desse enfrentamento.
Permitir-se sentir, refletir e amadurecer a decisão é parte saudável do processo.
Maternidade vai além da genética
Do ponto de vista biológico e emocional, a maternidade não se resume ao DNA. A mulher que gesta vivencia transformações hormonais intensas, estabelece comunicação bioquímica com o embrião e influencia a expressão genética por meio de mecanismos epigenéticos.
Além disso, vínculo materno é construído na gestação, no parto e na convivência diária. Estudos mostram que o apego não depende da contribuição genética, mas da relação construída.
Com o tempo, a maioria das mulheres que optam pela doação de óvulos relata que a preocupação com a genética perde espaço para a experiência concreta da maternidade.
Medo do julgamento e sigilo
Outro aspecto emocional relevante envolve o receio do julgamento social. Algumas mulheres questionam se devem ou não contar para familiares ou, futuramente, para o próprio filho.
Essa é uma decisão individual. Não existe resposta certa universal. O mais importante é que o casal esteja alinhado e seguro quanto à escolha.
A orientação especializada ajuda a estruturar essa conversa e a reduzir ansiedade relacionada ao tema.
O impacto emocional da infertilidade
É essencial lembrar que a decisão pela ovodoação geralmente ocorre após um período de tentativas frustradas, tratamentos e expectativas não concretizadas. O desgaste emocional acumulado pode intensificar dúvidas.
Sentimentos como culpa, frustração e sensação de falha são comuns na infertilidade feminina. Trabalhar essas emoções antes de iniciar o tratamento contribui para uma experiência mais tranquila.
A decisão não deve ser tomada sob desespero, mas com clareza e informação.
Segurança na decisão
Quando a indicação médica é bem fundamentada, como nos casos de idade materna avançada, baixa reserva ovariana severa ou repetidas falhas de FIV, compreender os dados objetivos traz segurança.
Saber que as taxas de sucesso com FIV com óvulo doado são significativamente superiores às obtidas com óvulos próprios após determinada idade ajuda a transformar a decisão em uma escolha consciente, e não em uma imposição.
Informação técnica reduz fantasias e medos.
A importância do acompanhamento especializado
O suporte emocional adequado faz diferença. Em muitos casos, acompanhamento psicológico especializado em reprodução humana pode auxiliar no processo de elaboração e fortalecimento da decisão.
Cada mulher vivencia a aceitação da ovodoação de maneira única. Algumas sentem segurança rapidamente; outras precisam de mais tempo.
Respeitar o próprio ritmo é fundamental.
Uma escolha baseada em amor e projeto de vida
Optar pela maternidade com óvulo doado não é abrir mão de ser mãe. É escolher o caminho com maior probabilidade de realizar o projeto de vida da maternidade quando a genética própria já não oferece boas chances.
Essa decisão é movida por desejo, cuidado e responsabilidade.
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista e especialista em Reprodução Humana, com ampla experiência no acompanhamento de mulheres que enfrentam infertilidade feminina, idade materna avançada e indicação de ovodoação. Atua com abordagem técnica, ética e profundamente acolhedora, respeitando o tempo emocional de cada paciente.
Realiza atendimento presencial em São Paulo – SP e também por telemedicina para pacientes de todo o Brasil e do exterior. Fluente em inglês e francês, oferece suporte individualizado para que cada decisão seja tomada com segurança, clareza e respaldo científico.
Se você está considerando a ovodoação e deseja conversar sobre os aspectos médicos e emocionais dessa escolha, agende uma consulta. Informação, acolhimento e acompanhamento especializado são essenciais para transformar dúvidas em confiança.
Escrito por Dra. Ludmila Bercaire
Especialista em Reprodução Humana SP
A Dra. Ludmila Bercaire é ginecologista, obstetra especialista em fertilidade. Possui mais de uma década de experiência em Reprodução Humana e Ginecologia e é Sócia Fundadora da Begin Clinic Medicina Reprodutiva. Formada pela Faculdade de Medicina UFRJ e com Mestrado pela Faculdade de Medicina da UNESP, hoje integra o corpo clínico dos melhores hospitais de São Paulo, como o Albert Einstein, e atua nos laboratórios de reprodução assistida mais modernos do país.
CRM: 145773-SP
RQE: 49731 (GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA)
RQE: 497311 (REPRODUÇÃO ASSISTIDA)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6671796676034947
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